A gestão financeira para startups é um desafio, pois há grande imprevisibilidade nos resultados.

É comum que no início o caixa passe um bom tempo no vermelho, pois o foco é atrair investimentos e construir um negócio capaz de crescer rapidamente — e não aumentar gradualmente o faturamento, como em uma empresa comum.

Já durante a fase de validação, a curva dos gráficos de desempenho das startups se parece mais com um M do que um S, pois é marcada por altos e baixos bastante bruscos.

Outro fator importante é que quase sempre essas empresas dependem de fontes de fomento e investidores-anjo para cobrir seus custos operacionais nos primeiros meses, para além do capital próprio.

Logo, o empreendedor tem que estar preparado para a instabilidade e um controle ainda mais rigoroso das finanças, para não correr o risco de quebrar e interromper um negócio promissor.

De acordo com uma pesquisa realizada pela aceleradora Startup Farm, publicada em 2016 na Época Negócios, 74% das startups brasileiras fecham após cinco anos de existência.

Uma das razões é justamente a dificuldade para monetizar o negócio a tempo, devido ao alto volume de investimentos necessário.

Outro estudo, chamado Causas da Mortalidade das Startups Brasileiras, publicado em 2015 pela Fundação Dom Cabral, mostra que 70% das startups sobrevivem por cerca de 4 anos no Brasil.

Novamente, uma das razões para a falência precoce é a falta de capital para investir no negócio e atravessar a fase crítica.

Para evitar esse problema, as startups devem prestar atenção à gestão financeira desde o primeiro dia de operação, tomando as seguintes medidas:

Acompanhar de perto o fluxo de caixa (incluindo conciliação bancária)
Alinhar pagamentos e recebimentos
Definir um capital de giro suficiente para sustentar as operações
Monitorar o balanço patrimonial, balancetes e DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) mensalmente
Conduzir a gestão tributária (pagamento de impostos, planejamento e entrega de obrigações fiscais)
Contabilizar custos para precificar corretamente os produtos ou serviços
Monitorar KPIs financeiros como lucratividade, rentabilidade e faturamento.

Muitas vezes, essas práticas básicas são negligenciadas pelos empreendedores focados em inovação, que não querem perder tempo com tarefas burocráticas das finanças.

Porém, a saúde financeira é fundamental para qualquer startup que pretenda atrair investidores — lembrando que já estamos falando de um negócio de alto risco.

Para garantir sua credibilidade, a empresa deve provar sua capacidade de oferecer retorno sobre os investimentos e sustentar suas operações durante o crescimento.

A melhor forma de fazer isso é apresentando relatórios e projeções financeiras, que incluem o cálculo do capital necessário, validação do modelo de negócio e orçamentos em médio e longo prazo.

E, para que essas previsões estejam devidamente embasadas, a startup também precisa garantir uma gestão financeira data-driven (orientada por dados).

Afinal, uma empresa inovadora de alto crescimento não pode controlar suas finanças em planilhas e papéis, certo?

Com uma plataforma de gestão financeira e contábil como a Conta Azul, por exemplo, já é possível gerenciar todas as movimentações, emitir documentos e gerar relatórios 100 % online.

Assim, a startup pode partir de dados reais sobre sua performance para definir metas e acompanhar o progresso financeiro.

Para completar, a empresa deve estudar a fundo o mercado e identificar as tendências que podem afetar suas finanças.

Assim, a startup consegue estabelecer um plano financeiro e captar recursos para investir na construção de um negócio reprodutível e escalável.

Vale lembrar que a ajuda de um contador  pode fazer a diferença e trazer insights valiosos para a gestão.

 

Esperamos que esse artigo tenha ajudado você. Conte sempre conosco!

 

Fonte: Tributário

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